Todas as organizações enfrentam incertezas e o desafio dos gestores é saber como enfrentar e superar as crises no mercado. Essas incertezas podem se apresentar como ameaças ou oportunidades para um negócio. Mas como fazer isso?

Por meio de um processo bem estruturado da gestão de riscos, que busca cada vez mais a excelência na execução das atividades de uma organização realizando a previsão, medição e controle sobre o que é duvidoso.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, acompanhe a leitura!

O que é a gestão de risco em uma empresa

A gestão de riscos consiste em identificar, administrar e avaliar os acontecimentos que interferem na execução das estratégias que visam alcançar os objetivos organizacionais. Essas ocorrências podem gerar não apenas perdas, como também ganhos para as organizações.

Portanto, o conhecimento da existência das incertezas permite administrá-las em níveis aceitáveis para aproveitar as oportunidades e minimizar as ameaças. Essas dúvidas podem afetar os custos, o escopo, a imagem da marca e os processos judiciais.

1. Estabelecimento do contexto

Essa é a fase da definição da estratégia de gestão de riscos. Nela deve constar a definição de parâmetros internos e externos, equipe responsável, metodologias e normas específicas a serem usadas, além das ferramentas, modelos, relatórios a serem usados, tolerância ao risco, escopo de aplicação e monitoramento.

2. Identificação dos riscos internos e externos

Nessa etapa são determinados quais os riscos internos e externos que podem afetar os projetos ou processos de trabalho. Assim, será possível antecipar-se às ameaças e às oportunidades que podem surgir.

Ao identificar os riscos, os fatores que interferem devem ser descritos. Os externos são aqueles que estão ligados ao ambiente em que a empresa está inserida. Já os internos estão associados à própria estrutura da empresa.

As categorias de riscos internos e externos são: questões ligadas ao meio ambiente, relacionados ao cumprimento da legislação como as novas leis trabalhistas e o eSocial, associados às operações orçamentárias e financeiras, relacionados ao desempenho dos colaboradores e  às mudanças tecnológicas ou problemas com equipamentos.

3. Uso da análise de dados

O próximo passo é analisar e avaliar até que ponto os potenciais riscos podem afetar a empresa. Esse é um processo contínuo e adaptável às mudanças ocorridas no meio interno e externo à empresa.

Os riscos devem ser analisados com base em suas características inerentes – quantidade de riscos, mesmo que não tenha um sistema de controle interno – e residuais – que continuam mesmo após a aplicação de controles.

Primeiramente são avaliados os ricos inerentes, e após a aplicação de respostas a esses riscos, são considerados os riscos residuais. Os riscos são validados conforme a sua probabilidade de ocorrência e o seu efeito, caso ocorra.

4. Práticas de governança corporativa

Esta etapa inclui a formulação de respostas eficazes para reduzir ou, até mesmo, eliminar os resultados negativos e potencializar os positivos. Portanto, a empresa deve tratar os riscos a partir de ações de controles.

As respostas aos riscos negativos são aceitar, compartilhar, evitar ou reduzir. Ou seja, ao aceitar os riscos nenhuma medida será tomada para evitá-los. Ao compartilhar a empresa divide os riscos com outros, como a terceirização de uma atividade.

Já ao evitar, a empresa abandona as atividades, produtos ou projetos. E ao reduzir os riscos, busca-se a adoção de medidas que reduzem os riscos até um limite aceitável.

Em relação às respostas aos riscos positivos temos: aceitar a oportunidade, mas sem segui-la ativamente; compartilhar a oportunidade com outro que tenha mais capacidade para aproveitar melhor; explorar a oportunidade para eliminar os riscos associados a ela; e melhorar o impacto de uma oportunidade ao incentivar a sua ocorrência.

Para garantir melhorias contínuas é importante monitorar a ocorrência dos riscos e continuar analisando as potenciais incertezas que podem afetar a empresa. A comunicação adequada com os envolvidos também é muito importante. Isso permite decisões mais rápidas e coerentes a partir de informações adequadas.

Com a gestão de riscos empresariais, a organização é capaz de prever os riscos futuros que podem influenciar de maneira positiva ou negativa no negócio. Assim, será possível identificar e selecionar as melhores alternativas e otimizar os resultados.

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